quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Miradouro de São Pedro de Alcântara

Miradouro de São Pedro de Alcântara
Um jardim com uma vista panorâmica sobre Lisboa



Miradouro situado no topo do percurso do Elevador da Glória, perto de uma das muitas entradas para o Bairro Alto, de onde se tem uma bonita perspectiva sobre o lado leste da cidade de Lisboa, nomeadamente os bonitos bairros da Graça e de São Vicente de Fora e o Castelo de São Jorge.


Junto à balaustrada encontra-se um painel de azulejos com o mapa da cidade representado, ajudando a identificar alguns locais de Lisboa.


As sombras das árvores que rodeiam o Miradouro tornam-no ainda mais agradável, aliadas aos confortáveis bancos para melhor usufruir da vista agradável.


A parte inferior do jardim geométrico contém bustos de heróis e deuses da mitologia greco-romana, como a Minerva e Ulisses.



As melhores perspectivas surgem ao fim do dia, quando as luzes de Lisboa se acendem e a encosta do castelo se ilumina.
À noite o miradouro é um popular ponto de encontro para os jovens lisboetas, que muitas vezes aqui se concentram para seguir viagem à famosa noite do Bairro Alto.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Amo o 7 ou o 735( o último mico)

Amo o 7 ou o 735( o último mico)

Hoje foi um dia daqueles, não tivemos aula, porque é o dia da Greve Geral, quase tudo parou em Lisboa, e em Portugal como um todo. Mas como havia combinado de fazer um trabalho às 8h30min da manhã com uma colega, levantei-me e fui de autocarro (ônibus) até sua casa, porque esses mesmo com a frota reduzida circularam.
Após sair terminarmos o trabalho tentei retornar a casa onde moro, tentei. Moro em Anjos e minha colega em Campo Grande, de autocarro uns 15 minutos. Como presto a atenção, vocês já sabem disso, fui para a parada, e quando o autocarro parou perguntei ao motorista, se iria para Alameda, lugar próximo de onde moro, porque como eu queria passar no Pingo Doce (mercado), ficaria perto.
O motorista muito gentil disse-me que não, mas que eu fosse com ele, que deixar-me-ia em um local, que passaria o auto carro 714, que levar-me-ia até Alameda. Como não vi problemas, subi e ele continuou a dirigir, até metade do caminho eu conhecia alguma coisa. Derepente ele manobrou para a direita, achei estranho, pois teríamos que ir para a esquerda. Pensei que o autocarro iria fazer uma volta diferente.
Depois de meia hora, não conhecia mais nada, fui ter com ele, e disse-me, vou deixá-la em uma parada, para pegares o 714. Comecei a ler as placas que diziam “saída de Lisboa”, pensei deve ser uma volta maior. Quando chegamos a Alfagides um distrito de Lisboa, parou e mandou-me ficar ali esperando, que logo viria o 714, para Alameda.
O tempo foi passando, 20 minutos, 30 minutos, 1 hora, até que parou outro autocarro 250, que não era o 714, e fui ter com o motorista, e perguntei a ele, que docemente respondeu-me, estais no lugar errado, vem levo-te de volta a Campo Grande. Mas logo avisou-me tenho que ir até o fim da linha, como já havia passado das 13h, e eu tinha saído de Campo Grande as 11h, o que seriam mais 20 minutos.
Ele seguiu seu trajeto até Alges, outro distrito de Lisboa. Quando retornei o Campo Grande já passavam das 14h, juro que pensei em pegar um táxi, mas naquela altura, resolvi vou esperar o autocarro 7 ou o 735, como o motorista do 250 ensinou-me. Mas confesso só pensava em matar o primeiro motorista.
Como estava com muita fome, comprei bananas e peras, para comer, e fiquei sentada na parada até às 15h, quando o meu amado numero 7 chegou. Então das 11h às 15h passaram-se 4h, tudo isso por uma informação errada.
Como o motorista era português, digo era, pois quando encontrá-lo vou matá-lo, mas compreendo-o, trabalhar no dia da Greve Geral deve não deve ser uma coisa boa. Então, ele tinha que descontar em alguém, e adivinha quem escolheu “EU”, acho que sou portuguesa, pois desde que cheguei aqui, só pago mico.....ahahhaah.
Não posso deixar de mencionar que durante todo esse percurso que durou aproximadamente 4h ou 4h30min, estava a falar com um amigo e colega de aula, João, que é português, e orientava-me pelos caminhos desconhecidos. Como sei que vais ler, quero aqui agradecer, pois acho que não o fiz, e se fiz foi de uma maneira muito superficial, obrigado João.

As diferenças universitárias

As diferenças universitárias


Começo aqui relatando como são dias na Universidade Nova de Lisboa. Temos aulas pela manhã, tarde e noite, e uma curiosidade, não têm intervalo, se o professor não parar não comemos.
Ninguém sai da sala, a não ser que queira ir ao quarto de banho (banheiro), não é aquele entra e sai como na nossa Universidade, e os professores chamam a atenção, se por acaso alguém fizer isso, na frente dos colegas.
As aulas começam às 8h e vão até às 22h, a universidade oferece aulas nos três turnos, claro nem todos os alunos fazem aula o dia inteiro, mas os que começam às 11h, por exemplo, e param às 13h, não têm intervalo para o almoço, pois começa a aula das 13h às 16h, depois é que vão almoçar.
Tenho aula das 18h ás 22h, se o professor não fizer intervalo, nós não saímos, é muito estranho, porque têm dias que saio correndo de uma aula para outra, e não consigo comer. Aqui, os alunos é que trocam de sala, e não os professores, isso difere da Furg, então tenho aula em um prédio, e depois em outro que fica logo à frente, desço correndo quatro andares, atravesso o pátio, subo um vão de escadas e chego à próxima sala, e quando atraso-me a professora olha-me de um jeito.

Todas as disciplinas são semestrais, e ao final do semestre é feita uma prova, e ao logo dos meses vamos fazendo trabalhos. Aqui tem algo parecido com os nossos exames, que eles chamam de melhoria de notas. O aluno tem a oportunidade de melhorar a nota.
No Brasil a avaliação máxima é 10, aqui em Portugal são 20, é para passar o aluno tem que fechar 10 ao final do semestre, ou faz a melhoria de nota, sendo que não pode tirar menos de 10, por exemplo, se tirar 9 de 20 está reprovado, no semestre.
 A Universidade aqui é pública, mas só a chamam assim, porque ao contrário do Brasil, que não pagamos nada para estudar, aqui eles pagam 1.000,00 euros, para poder cursar em uma Universidade pública, e prestam o Exame Nacional, semelhante, ao ENEM, os aprovados pagam as propinas.
Ao contrario dos nossos professores que encontramos pelos corredores, beijamos e abraçamos, aqui é tudo muito formal, nós sempre os tratamos por senhor e senhora.
Claro que às vezes dou uma escapadinha. Faço aqui um parente para contar uma delas. Logo no primeiro dia da aula de Didática e Metodologia do Português, com o prof. João Costa, que é supervisor da faculdade, conversando após a aula, tratei-o por “tu”, no meio da conversa sem querer é claro, quando fui dirigi-me a ele, disse “tu”, sabes professor, algo do gênero. Ele olhou-me e falou és gaúcha, respondi que sim, e para minha sorte ele havia estudado quatro anos com um gaúcho, e desde então pediu-me para tratá-lo assim, muita sorte.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os micos continuam

Os micos continuam

Vou resumir os “micos” que cometi, pois acho que se não o fizer, escreverei um livro aqui.
E há primeira semana continuou, muita correria, faculdade, cartão do metro (passe escolar), número de contribuinte, cartão de Erasmus e etc., e a vida segue.
Até o terceiro dia não aprontei nada, quer dizer acho que perder-se na Universidade não é muita coisa, pois fiz isso varias vezes, mas o pior foi acostumar-me com o metro.
Emagreci 8k em dois meses, isso não é “mico” e sim sorte, de tanto caminhar e subir escadas. Vou contar os micos do metro em detalhes.
Aqui são três linhas: azul, vermelha e amarela, para chegar à Universidade, tem que trocar de linha três vezes, não se assustem é perto, levo 15 minutos até a faculdade, mas nas trocas de linha é onde eu mais apronto, quer dizer perco-me mesmo.
Vou colocar aqui o nome de algumas estações, para curiosidade:
Linha azul: Avenida, Marquês de Pombal, Parque, laranjeiras, Altos dos Moinhos, Colégio Militar/Luz e etc.
Linha vermelha: S. Sebastião, Saldanha, Olaias, Chelas, Bela Vista, Cabo Ruivo e Oriente.
Linha amarela: Rato, Picoas, Campo Pequeno, Entre Campos, Cidade Universitária, Lumiar e etc.
Como presto muita atenção nas coisas, imagina se iria pegar metro para o lugar errado, os metros sim é que fazem o caminho inverso, pois eu sou muito atenta, mas vivo indo para o lado contrario, culpa deles.
Quando trocamos de linha, temos que descer ou subir escada, vai para lá, vem para cá, e eu como sempre vou para o lado errado.
 Tenho que volto para trás, e reiniciar todo trajeto novamente, mas o pior é quando pego a linha vermelha para Saldanha, estação que troco para a linha amarela, porque ao invés de ir para a linha amarela subo e desço as escadas, e sigo em direção São Sebastião, última estação da linha vermelha, na qual estava.
O pior é que somente eu fico dentro do metro, pois às 23h quem faria isso, o condutor passa e sempre me olha, sempre, acho que ele pensa que sou maluca por metro, pois levei algumas semanas fazendo isso.
Entretanto, não para por ai, pois fui assaltada aqui em Lisboa. Levaram-me a bolsa, com tudo dentro: cartões de crédito, dinheiro (100E), câmera, celular, documentos e etc.
 Claro, que fui para a delegacia, pagar alguns micos por lá, pois se acham que ai as coisas não funcionam ai, imaginem aqui, paguei os pecados, pois além de ser assaltada, tive que ficar durante 4h explicando para o policial o fato, e para piorar ele anotava tudo o que eu dizia em umas folhas de rascunho, para depois digitar.
 É claro que não falo muito, vocês sabem que sou de poucas palavras, foi uma comedia, por fim, nem lembrava mais do assalto, somente da briga com o policial, que mandava que eu desligasse o telefone, porque ele ligou para que eu pudesse cancelar os cartões, mas isso demorou, e a linha ficou ocupada, e tinha muitas chamadas, em espera, ai ele dizia assim:
- Podes desligar, por favor.
- Não estou esperando ser atendida.
- Mas tens que desligar.
- Não vou, porque preciso cancelar os cartões.
- Sim, mas tenho que atender as ligações.
- E eu cancelar os cartões.
- Sim, mas isso é uma delegacia.
- Por isso estou aqui.
- Mas tenho que atende.
- Atende em outro, pois não vou desligar.

Venci pelo cansaço, pois ele acabou desistindo de atender, e consegui cancelar meus cartões, foi uma loucura, mas ele até que era um português fixe (legal).
Poderia passar dias e noites contando os micos que passei, mas encerro aqui esta parte. Entretanto, têm mais, porque ainda nem contei os micos linguísticos, mas esses vou contar a parte.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Os primeiros micos em Lisboa

O primeiro dia foi para matar, como já contei do Aeroporto, vou terminar o primeiro dia com chave de ouro. Chegando na casa onde eu iria ficar, minha colega de quarto não estava, fiquei das 13h até às 18h30min na rua, como ela mesmo disse esqueceu que eu chegaria naquele dia, mas isso não é o pior.
Quando o táxi me deixou fiquei sentada nas escadas durante 2h, minha sorte que tinha às escada, com as malas, até que derepente apareceu uma moça, Rosaria, que trabalha aqui, e abriu a porta “gente fina”, um detale mineira, tinha que ser brasileira.
Deixou-me entrar, perguntou se queira tomar banho, e que sentisse-me a vontade, até minha colega chegar. Depois de 24h de viajem ,praticamente, porque sai de Rio Grande as 7h da manhã de terça, e cheguei a Lisboa às 13h30min de quarta, até a casa levei quase uma hora, então qualquer recepção para mim era como um paraiso.
Larguei as coisas, e pedi para ela me informar o local da Universidade, e esse “mico” deve ser um dos melhores, explicou-me tudo bem direitinho. Sai de casa, como estava cansada, tive um pouco de dificuldade de achar o caminho.
Peguei o metro até a Universidade, cheguei lá um lugar lindo, muito grande, não achava o prédio das Letras, caminhei quase 2h dentro da faculdade e nada.
Como já estava escurecendo resolvi voltar, quando cheguei em casa novamente, começei a conversar com a Rosaria, conversa aqui, conversa ali, comentei com ela que não havia achado o prédio de letras, e que a Universidade Nova de Lisboa nas fotos era um pouco diferente.
Para a minha surpresa não era a minha faculdade, e sim a Universidade de Lisboa, esse foi o pior dos micos, até hoje lembro-me dele com carinho, pois mesmo cansada valeu apena ter ido até a Universidade de Lisboa, que fica na Cidade Universitária, percorer durante 2h de caminhada lenta as ruas, pois o cansaço era muito, e quando volto para a casa, descubro que estava no lugar errado. Faço uma observação, eu não sou tonta não pense isso, era só o cansaço mesmo.